versão 2.0 de uma fodida solitária
Olá!
Eu voltei! Isso não é motivo de alegria pra mim e muito menos pra você, caro leitor.
Infelizmente, eu não sei contar poesias que traduzem histórias bonitas. Então, serão as desgraças vividas por mim que vão ser dissertadas, numa versão repaginada.
Anteriormente, eu tinha neste Substack relatos da minha visão diante de um trio de amizades e hoje, as coisas mudaram um pouco.
Eu deixei de falar com aquelas meninas, por isso apaguei tudo que escrevi sobre a convivência com elas, como um fechamento de ciclo, sabe? Mas eu vivo num eterno dilema: a busca por uma amizade legal, em que de alguma forma eu sinta que caibo na vida dela
Hoje, eu tento me apoiar em alguém que talvez não corresponda ao que eu espero de alguém, o que não é nada ruim, mostra autenticidade. Apesar de ser muito legal, nela há um problema muito grande com constância e uma total falta de compromisso. Isso me intriga um pouco, então estou desistindo também.
Mas uma coisa que essa pessoa me trouxe de lição é que eu sou alguém que nunca serei vista. O que parece contraditório, já que sou uma mulher GORDA. Mas vocês entenderam, né?
Caso não tenha ficado claro: é como se essa pessoa tivesse experiências que eu jamais vivi, mesmo tendo idades próximas. É como numa balada: alguém chega pra ficar com uma amiga e ambos esquecem que eu estava ao lado, conversando.
Hoje, me perguntaram qual tinha sido a pessoa mais feia com quem eu já fiquei. E lógico, com a minha falta de autoestima, disse que se foram 3, tava de bom tamanho. Mas que, na verdade, percebi que essa deveria fazer essa mesma pergunta pra quem já ficou comigo, que claramente eu seria a pessoa mais feia com quem já ficaram, o outro lado da moeda costuma ser um pouco mais válido.
Mas sabe a sensação do vazio? É exatamente o que eu sinto ao lado dessa pessoa (voltando a pessoa do primeiro parágrafo). Não que ela seja uma pessoa vazia, mas que eu seja uma pessoa vazia de experiências (existem mulheres incel?). Quando conto que sou virgem ou que não faço sexo, sempre ouço um “parabéns, que bom que você está se guardando” “se eu tivesse discernimento na minha vez nem tinha feito”. Quando na verdade, eu só não tive a oportunidade. Ninguém nunca quis transar comigo (tirando que eu fui estuprada quando criança, isso é o quê?).
Eu tenho feito muitos rolês sozinha, porque tenho tentado lidar de forma mais amigável com a solidão. Mas ainda é algo esquisito. Eu queria ter com quem compartilhar momentos legais e sinto que, genuinamente, isso me dá munição pra não continuar.
Eu nem sei como finalizar textos. Sempre peço pro ChatGPT. Mas quis escrever isso aqui porque precisava tirar essas palavras da minha mente (e coração).

